19 junho 2007

Ainda sobre os anúncios dos bancos

Alguns anúncios de bancos, mesmo sendo ridículos, apesar de tudo conseguem ter alguma piada. O slogan citado no post abaixo "parecendo que não, facilita" é o bom exemplo duma frase interessante (num anúncio algo ridículo...) Tal como a frase do BPN, que é bem interessante: "a sua casa não é um lugar comum".

Já o anúncio do BCP com um carro a saír pela janela e as pessoas a passear em cima dos vidros, logo a seguir, já era de mau gosto. De bom gosto era, contudo, o anúncio com Joe Berardo, sentado calmamente à beira dum penhasco. A paisagem era tão espectacular, que até dava vontade de dizer: OPÁ!!

Juan Hónimo

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31 maio 2007

Mas que sono...

"It's been a hard day's night, I should be sleeping like a LOG"...

Uma boa canção de embalar seria, também dos Beatles:

"isn't it good, norwegian wood"
Joaquim Forma
PS- notar bem o site donde se podem retirar as letras...

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24 abril 2007

Aviso à navegação...

...que é como quem diz, condução, especialmente quem põe gasosa na "Gulp", a gasolineira nacional bem habituada a secar as carteiras dos automobilistas portugueses: para além da gasolina normal "95" costumava haver uma gasolina G-Force 98, que se distinguia da 95 Normal pela côr verde escura. Mas agora em vez da G-Force 98 surge nas bombas a G-Force 95, cuja côr -verde claro- é praticamente igual à 95 Normal, levando os autmobilistas incautos a abastecer com uma gasosa 5 cêntimos mais cara. Já vi um utente a protestar, com frases do estilo "só pago o valor da gasolina normal", "são uns gatunos", e outros impropérios.
Alberto Terego

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07 abril 2007

Agora é que eu percebo...

...porque é que o Ministro da Economia, aquando da OPA falhada da SonaeCom à PT, disse que o Estado não tinha interferido, i.e. que a CGD -representada por Armando Vara- tinha tomado uma posição independente.
Dr Matt Cunha

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30 março 2007

Donde vem o dinheiro?

É incrível o que os magistrados fazem aos arguidos. Deixam-nos saír, mas para o permitir fazem estes perder tudo, inclusivé a roupa. Basta ver o caso do talvez-ex-reitor da Univ. Independente, a quem foi fixado um valor de 250.000 euros de quê? De calção. Ou seja, ele é que fica literalmente de tanga. Se fosse uma senhora, seria quiçá calcinha (quiçá do estilo que a Tyra Banks publicitava em tempos, como pude constatar na época em que estive nos EUA). Anyway, têm de vender tudo, casa, carro e até a roupa, excepto a interior (ainda há decência).

No entanto esse valores por vezes são tão altos que não há venda que lhes valha, de modo que me ponho a pensar: donde afinal vem o dinheiro para essas situações? Ligam para a Cofidis ou para a Médiatis (com o seu irritante acento na 1ª sílaba)? Já no caso Apito Dourado, e outros parecidos, ouviu-se falar que os arguidos pagaram verbas astronómicas (igualmente de calção, mas aí era normal, essa é a roupa habitual de jogadores e árbitros; e calcinhas também seria normal, pois acabava por ser a roupa básica de certas senhoras, especialmente quando o calor da noite apertava). Nunca passou pela cabeça de ninguém que o dinheiro veio da Suiça, sendo retirado do bolo que eventualmente tenha sido "ganho" com base no pressuposto que eventualmente levou o dito a ser constituído arguido...

Por falar em dinheiro, é surpreendente que o PNR tenha tido guita para o tal cartaz no Marquês de Pombal, após os milhares de telefonemas de 0.60€ + IVA que andaram esses senhores a fazer nas últimas semanas...

Juan Hónimo

PS- este artigo da TSF é delicioso. Não, não é por causa dos costumeiros erros tipográficos. É pelo artigo em si mesmo. Parece tirado do "Inimigo Público". Quando li no 1º parágrafo acerca dos mísseis "Chaparral" até pensei: lá estão os militares portugueses a poupar dinheiro, neste caso a comprar material bélico alentejano... ;-)

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16 março 2007

Farm azia

Fui à farmácia hoje aviar uns medicamentos. No caso dum deles, o mais caro, só haviam caixas "grandes", de 56 comprimidos, custando mais de 3o euros (para o utente). O farmacêutico ligou para o armazém, para saber quando vinham as caixas "pequenas" de 28 comprimidos (metade do preço), sendo que o informaram que essas caixas estão "esgotadas". E aí o farmacêutico recordou-se que "é verdade, a caixa pequena está esgotada desde Janeiro". Então, resignado, aceitei a embalagem grande, que daqui a uns tempos vai para a minha pequena "farmácia particular dos medicamentos ainda dentro do prazo", que não é assim tão pequena quanto isso.

A diferença entre a caixa pequena e a caixa grande suponho que seja a seguinte: os dizeres na caixa grande são um pouco maiores e o seu volume alberga 4 tirinhas de 14 comprimidos cada, ao passo que na caixa pequena cabem só 2 tiras.

Que raio, produzam caixas pequenas!!!

Nos EUA os médicos prescrevem o medicamento, a dose diária e o nº de comprimidos. Vai-se à farmácia, entrega-se a receita e daí a 5 minutos recebe-se um frasquinho com a prescrição. Nem mais nem menos. O tratamento é aquele, toma-se até ao fim, não há dúvidas nem desperdícios.

O irónico é que a dona da farmácia, a farmacêutica-mor, olhou de relance para a receita e ficou revoltadíssima: é que ela notou que o médico se tinha esquecido de escrever a data. "O sr. já está atendido e não tem culpa nenhuma, mas não lhe deveríamos aviar a receita, pois ao pôr a data pode ser considerado rasura e o Estado pode recusar o pagamento da comparticipação". Ao que continuou: "é mais uma brincadeira do Ministro".

E eu cá para comigo "o quê?? Sou realmente um felizardo por lhe ter acabado de pagar mais de 40 euros de medicamentos. E ao que é o ministro aqui chamado??!". Entretanto, o farmacêutico-empregado ficou com os meus contactos, caso houvesse algum problema...

Alberto Terego
PS- o medicamento em causa é para o estômago e uma das indicações é mesmo para o tratamento da azia. Consequentemente, o trocadilho do título não é forçado.

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13 março 2007

I´m getting Tyred of these Banks

Antigamente as pessoas alugavam casas.

Depois, passaram a comprar. Com a inflacção a 20´s% os juros eram altíssimos.

Então apareceram os créditos em que as mensalidades eram crescentes: pagar menos de início (mas normalmente o orçamento era à justa...) e ao fim de algum tempo começar a pagar -muito- mais (a evolução dos ordenados normalmente não acompanhava... ou seja, "mais uns biscates" ou "mais umas horinhas extraordinárias", para compensar).

Depois os juros começaram a descer (coincidiu com controlo da inflacção) e... agora os supercréditos já eram com... taxas fixas.

E apareceu apareceu a Lisbor e o spread, e entretanto o Euro e os juros baixaram ainda mais e depois já era a Euribor, e então o que era bom outra vez eram as... taxas variáveis.

Depois o Sr. Greenspan e o sr. Bernanke começaram a aumentar as taxas directoras e os sr. Duisemberg e Trichet lá tiveram que acompanhar e... agora o que é bom outra vez são as taxas fixas. E lá temos de gramar o(utro) irritante anúncio do BES.

Com as mudanças de ciclo, a inércia do sistema -e dos contratos- imaginem quem ganha com isto tudo...

Dr Matt Cunha

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