É incrível o que os magistrados fazem aos arguidos. Deixam-nos saír, mas para o permitir fazem estes perder tudo, inclusivé a roupa. Basta ver o caso do talvez-ex-reitor da Univ. Independente, a quem foi
fixado um valor de 250.000 euros de quê? De
calção. Ou seja, ele é que fica literalmente
de tanga. Se fosse uma senhora, seria quiçá
calcinha (quiçá do estilo que a Tyra Banks publicitava em tempos, como pude constatar na época em que estive nos EUA). Anyway, têm de vender tudo, casa, carro e até a roupa, excepto a interior (ainda há decência).
No entanto esse valores por vezes são tão altos que não há venda que lhes valha, de modo que me ponho a pensar: donde afinal vem o dinheiro para essas situações? Ligam para a Cofidis ou para a Médiatis (com o seu irritante acento na 1ª sílaba)? Já no caso Apito Dourado, e outros parecidos, ouviu-se falar que os arguidos pagaram verbas astronómicas (igualmente de
calção, mas aí era normal, essa é a roupa habitual de jogadores e árbitros; e
calcinhas também seria normal, pois acabava por ser a roupa básica de certas senhoras, especialmente quando o calor da noite apertava). Nunca passou pela cabeça de ninguém que o dinheiro veio da Suiça, sendo retirado do bolo que eventualmente tenha sido "ganho" com base no pressuposto que eventualmente levou o dito a ser constituído arguido...
Por falar em dinheiro, é surpreendente que o PNR tenha tido guita para o tal cartaz no Marquês de Pombal, após os milhares de telefonemas de 0.60€ + IVA que andaram esses senhores a fazer nas últimas semanas...
Juan Hónimo
PS-
este artigo da TSF é delicioso. Não, não é por causa dos costumeiros erros tipográficos. É pelo artigo em si mesmo. Parece tirado do "Inimigo Público". Quando li no 1º parágrafo acerca dos mísseis "Chaparral" até pensei: lá estão os militares portugueses a poupar dinheiro, neste caso a comprar material bélico alentejano... ;-)
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