10 março 2009

Balanço do mês de Fevereiro 2009

O mês de Fevereiro foi um mês grande em termos de arte contemporânea.
O destaque vai para a nossa ida a Madrid, para ver a Arco 2009 (que este ano valeu muito a pena), e ainda a (espectacular) exposição de Francis Bacon no Museo do Prado e uma visita rápida ao Museo Tyssen, que já conhecíamos e gostamos bastante. Soma-se a isso a visita à Culturgest, para ver duas exposições ("A Analogia do Olho" de JCJ Vanderheyden e "Trabalho de Campo" de Jochen Lempert).

No que diz respeito à dança contemporânea, vimos dois espectáculos, um no Estúdio Bomba Suicida ("And again the beginning") e outro no Centro Cultural de Belém ("AMJAD" pelo La La La Human Steps, que valeu muito a pena).

No âmbito da música e performance, fomos ao Grande Auditório da Culturgest ver/ouvir o Zoetrope, que juntou os Audio Radio Waves ao coreógrafo Rui Horta.

Para terminar, fomos ao cinema e vimos dois bons filmes, a saber: "O Casamento de Rachel" e "O Complexo Baader- Meinhof".

FlorGrela Estampa

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02 fevereiro 2009

Balanço do mês de Janeiro (*)

O mês de Janeiro foi um mês (cheio) de cinema.
Aqui vai a lista dos filmes que vimos, por ordem cronológica:
- Fome;
- A Valsa com Bashir;
- A Onda;
- Vicky Cristina Barcelona;
- Sete Vidas;
-Milk.
São seis filmes, todos muito bons.

Para além do cinema, também houve espaço para a música. Assistimos a uma ópera e dois concertos, a saber:
- Concerto de Ano Novo na Sé Patriarcal de Lisboa;
- Fausto, de Charles-Gounod, na Ópera de São Carlos;
- Orquestra Metropolitana de Lisboa (Haydn e Mendelson), no Palácio da Ajuda;
O Fausto é, de facto, uma obra fantástica, para além de que a coreografia era boa. [Nota: Havia muitos colonáveis na assistência, como de costume].
O Concerto da Metropolitana foi muito bom, sendo de destacar a violoncelista Sol Gabetta, que tocou de forma soberba o Concerto de Haydn para Violoncelo e Orquestra.
O concerto de Ano Novo foi bom (e estava à pinha), mas a acústica da Sé não é genial e o orgão não se ouvia muito bem. A segunda parte do concerto foi boa, com bons cantores e boa música.

No que diz respeito a exposições, fomos a quatro:
- Paula Rego e os Anos 80", no Palácio Anjos, em Algés (Colecção Manuel de Brito); - "Listen darling...the world is yours", na Fundação Ellipse;
- "Surrealismo" na Cordoaria Nacional;
- "Lá Fora", no Museu de Electricidade.
A exposição do Museu de Electricidade é a não perder. A maioria das obras são muito boas. Para além disso ficamos a conhecer artistas que 'andam lá fora a lutar (muito bem) pela vida'.
A exposição da Cordoaria também vale a pena. Muitas obras, e algumas muito boas. Registo que na exposição figuram algumas pinturas do meu tio-avô António Pedro, e que na parede colocaram uma frase da sua autoria que me fez sorrir: "Hoje não sei porquê apetece-me uma história de formigas"...
A da Fundação Elipse foi uma desilusão, à excepção da projecção de dois filmes (projectados em simultâneo, mas frente a frente, o que impossibilita vê-los em simultâneo - temos que rodar a cabeça como se estivéssemos num jogo de ténis...). Os filmes mostram a mesma pessoa (muçulmana) na Turquia e em Nova York, num paralelo interessante de analisar em termos de semelhanças e diferenças.

Em Janeiro ainda fomos a um casamento de um amigo, na Várzea de Sintra. Boa companhia, boa música (uma banda ao vivo , com três músicos a tocar boa música cantada em inglês e em brasileiro - música actual e outra nem tanto -, com muita qualidade [A melhor, para mim, foi a que cantaram do Gabriel, o Pensador, intitulada 2345 meia 78]. A voz do cantor era particularmente boa!), bons doces e uma divertida aula de dança (que envolveu balões!). A particularidade deste casamento consiste em ser a primeira vez que assisto a um segundo casamento de um amigo ao qual também fui ai primeiro casamento...

Em Janeiro não fomos a nenhum Espectáculo de Dança Contemporânea, mas em Fevereiro vingamo-nos. Para já há a registar que no próximo fim de semana (5-6 de Fevereiro) há 1 espectáculo no CCB (AMJAD), e que a 19 de Fevereiro temos Rui Horta na Culturgest.


FlorGrela Estampa

(*) Inclui o dia 1 de Fevereiro.

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07 novembro 2008

Filme - A Turma

Eu gostei d'a turma,
os críticos (do público e os que lhe deram um prémio em Cannes) gostaram,
os muitos espectadores que viram parece que também...

É tão raro um filme reunir tantos adeptos, que é de assinalar.

José Seramigo

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28 maio 2008

Concerto na Antena 2, 28 Maio às 21h (Teresa Valente Pereira & Co)

Hoje (28 de Maio) às 21h na antena 2 - no programa TEMPORADA DE CONCERTOS ANTENA 2 / IFP - é transmitido o concerto "Uma viagem musical ao século XX – Carta Branca a Teresa Valente Pereira", que se realizou no Instituto Franco-Português (Lisboa), a 2 de Novembro de 2007.

E. Hieaux, Sobre três poemas de Eluard p/ violino e piano
Kodály, Duo serioso p/ violino e violoncelo
G. Cassadó, Suite p/ violoncelo
Debussy, Sonata p/ violoncelo e piano Nº1
Chostakovitch, Trio p/ violino, violoncelo e piano Nº1, Op.8


* Teresa Valente Pereira (violoncelo). Adolfo Carbajal (violino). Bruno Belthoise (piano).

Agente Ultra Secreto Zero Vírgula Zero Sete, à escuta

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23 maio 2008

Eu vou...ao Alkantara Festival 2008

Eu vou...
... ver 14 espectáculos do Alkantara Festival, entre hoje (23 de Maio) e 6 de Junho!!!


Hoje vamos ao Teatro S. Luiz ver a peça Tempest II, às 21h.
Amanhã, 24 de Maio, vamos ver dois espectáculos: o bonanza às 19h, no teatro da politécnica, e o chácara paraíso às 21h30 no palácio de santa catarina.
Na segunda-feira, 26, temos bilhetes para o the dialogue series: iii. dinozord, no grande auditório do ccb.
Sexta, dia 30, é a vez de bahok, novamente no grande auditório do ccb.
Sábado, dia 31, vamos ver dois espectáculos, o nine finger ao teatro maria matos às 21h e o new works 1 às 23h no museu de electricidade.
Dia 1 de Junho, temos o new works 2, também no museu de electricidade.
Dia 2, há o banquete, às 20h, no Palácio da Ajuda.
Dia 3, temos o accords, às 21h no teatro S. Luiz.
Dia 4, vamos novamente a dois espectáculos, o china às 21h no museu do oriente, e o speaking dance às 23h no museu de electricidade.
Dia 5, temos o BLEIB opus #3, no Teatro Maria Matos às 21h.
Por fim, no dia 6, vamos ver as coisas maravilhosas, na Culturgest às 21h.

E, se não estivermos demasiado cansados, ainda podemos ver no sábado dia 7 o hars às 19h no ccb, e no domingo dia 8 o LION NOIR às 23h no Teatro S. Luiz (com entrada livre!!)

UFFF!!! Já estou cansada só de escrever isto...

Ah, e ontem ainda fomos ao pequeno auditório do CCB ver a OrchestrUtópica, pois a Teresa Valente Pereira (violoncelo) participou no concerto - como poderão verificar na página 19 do programa de sala. Há a referir sobre este concerto que a obra do Nuno Corte-Real "Elegia para piano e ensemble (2008)" mereceu vários bravos - sendo que o primeiro deles foi o do Fiambrelete, o que tem relevância, dado que foi a primeira audição absoluta desta obra, encomendada pela ORCHESTRUTOPICA com o apoio financeiro da Fundação do Centro Cultural de Belém.
BRAVO para o BRAVO!!! hehehe

FlorGrela Estampa

p.s. - Em 2006 também fomos ao Alkantara Festival nesta altura do ano, e vimos 12 espectáculos em 15 dias... Para quem quiser recordar, aqui está o link.

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03 março 2008

Arco 2008 - Madrid (16 Fev 2008)




















Este ano fomos pela primeira vez à Feira de Arte Contemporânea de Madrid (Arco 2008).

Percorremos 3 grandes pavilhões entre as 12.30 e as 19h.

Vimos uma vintena de obras realmente boas e apeteceu-nos trazer uma escultura de 38000 euros e um quadro de 18500 euros (ver figuras).

Divertimo-nos ainda com duas obras que gravei em video. A primeira é dedicada ao Quinta Anilha.

A ida à Arco2008 desiludiu-nos bastante. Pareceu-nos muito comercial e pouco desafiante.
Pelo que ouvi depois, este ano a Arco esteve envolta em polémica... Fala-se de compradrios na escolha das Galerias que estiveram presentes na Feira... Enfim, é uma pena! (e não é de pássaro)





FlorGrela e Fiambrelete

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28 janeiro 2008

Espectáculos Janeiro 2008

Duas idas ao Teatro, quatro idas ao Cinema, um Concerto, duas idas a Bares e duas Exposições. Assim se resume o mês de Janeiro.

Teatro: "O Avarento ou a Última Festa" no CCB, pelo Teatro Praga.
Espectáculo um tanto louco, um tanto surreal (sobretudo a segunda parte), mas com sumo (i.e. com uma mensagem interessante). Precisava de um bom revisor para deitar fora cenas desnecessárias ou (relativamente) repetitivas, isto porque a segunda parte já não tem o mesmo impacto que a primeira...

Teatro: "Turismo Infinito" no Teatro D. Maria II, pelo Teatro Nacional de São João.
O Espectáculo valeu pelos textos do Fernando Pessoa, embora me pareça que se podia ainda fazer melhor. A encenação não me fascinou, embora talvez até não estivesse mal. As vozes masculinas é que me pareceram bastante no mesmo género (talvez porque fossem amplificadas...o que talvez fosse desnecessário). Há um ou dois bocadinhos geniais (vg., a carta da mulher 'corcunda' ao Fernando Pessoa e a poesia do Álvaro de Campos "Poema em linha recta".

Cinema: "Control".
Filme excelente, sem exageros dramáticos. Bela fotografia. Um bom retrato da época.

Cinema: "O Assassínio de Jesse James".
Filme excelente. Bons textos, bons actores. Estória interessante. A ver.

Cinema: "A Expiação".
Filme razoável no princípio e no fim. No meio havia necessidade de deitar fora uma meia hora de filme (vg., podiam cortar-se vários minutos da cena de guerra).

Cinema: "American Gangster".
Gostei imenso do filme, sobretudo porque retrata bem a realidade do mundo dos negócios ilícitos, a corrupção, etc. ...

Concerto: 5ª Sinfonia de Beethoven (piano) e Hammerklavier(piano), pelo pianista Bellucci, no CCB.
As partes fortes pareceram-nos bastante marteladas. Não sei se era do piano se do pianista. A parte piano da segunda obra foi divinal e valeu o concerto.

Exposição: "Múltiplas Direcções", no Museu do Chiado.
Boas obras. No entanto - e como de costume - vê-se a exposição em 30 minutos (e paga-se 4€).

Exposição: Vieira da Silva no Museu Vieira da Silva.
A exposição temporária é muito pequena face à permanente - que também já não é grande... E são 3€ que se gastam em 10 minutos (para quem já viu a maior parte das obras, embora sejam muito boas na sua maioria). :-(

Bar: Doca de Santo
Fomos pela primeira vez a um bar em Lisboa, depois de ter sido implementada a Lei que proíbe que se fume em locais públicos. Havia uma zona para fumadores (que não parecia cumprir totalmente os requisitos mínimos de separação de zonas e ventilação), mas só vimos uma pessoa fumar. O ambiente estava bastante bom e o gelado ainda melhor...

Bar: Magnetic
Sabe bem ir a um bar onde (por enquanto) ainda não se pode fumar... sobretudo o Magnetic, que era um antro de fumo!... embora tenhamos sentido que deve ter ido alguém fumar na casa de banho. :-(

Total gasto em entradas/bilhetes (FlorGrela+Fiambrelete): 2 x 62 € = 124€ [não inclui o dinheiro gasto nos bares]

FlorGrela Estampa

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19 dezembro 2007

Espectáculos e Festas em Dezembro 2007

Hoje (19 Dez) vamos à Gulbenkian, ver a orquestra e o coro a interpretar a Missa em Si menor, de Bach.
Amanhã (20 Dez) vamos à Igreja de São Domingos (em Lisboa, perto do Rossio), ver a orquestra metropolitana de Lisboa (OML) interpretar a Fatto per la notte di natale, de Arcangelo Corelli e a Missa da Glória em Sol, de Giacomo Puccini. A Teresa Valente Pereira será o 1º violoncelo... ;-)
Sexta (21 Dez) vamos ter uma mega-party no Parque das Nações, em casa de uma amiga, intitulada "Traz um banco, um cd e uma amigo também". Será que irão apreciar se eu levar um cd dos Phantom Vision?

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17 dezembro 2007

Magnífica Eunice Munoz em "A Dúvida"

Este sábado fomos ao Teatro Maria Matos.
10 minutos a pé até à Alameda, duas paragens de metro, mais um pouco a andar a pé, e já está.
Devo dizer que sabe bem voltar a morar em Lisboa... :-)

1964. Uma igreja e escola católicas. Bronx, Nova Iorque. Um padre é suspeito de assediar sexualmente uma criança de 12 anos. A Madre Superiora acusa-o. O Padre reclama a sua inocência. Será ele culpado ou inocente?
“O que fazemos quando não temos a certeza? Como tomamos decisões? De que forma nos relacionamos com o poder? Somos capazes de viver com a incerteza? Temos coragem de viver com Dúvida? Somos capazes de aceitar a dor que a Dúvida e a sabedoria exigem? Somos capazes de ser livres? Vivemos numa mentira ou somos capazes de viver a vida com amor, coragem e verdade?


Ana Luísa Guimarães
“Dúvida” foi galardoada com o “Pulitzer Award 2005” e quatro “Tony Award”, incluindo o de melhor peça.
encenação Ana Luísa Guimarães tradução Felipa Mourato e Ana Luísa Guimarães cenografia João Mendes Ribeiro figurinos Carolina Espírito Santo música original e piano Bernardo Sassetti sonoplastia Hugo Alves desenho de luz Nuno Meira interpretação Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo assistente de encenação Catarina Requeijo assistente de cenografia Catarina Fortuna produção Teatro Maria Matos M/16


"A Dúvida" vale a pena, mais que não seja para ver a brilhante interpretação de Eunice Munoz.
A personagem é muito boa e está magistralmente interpretada.
Quanto à peça, pareceu-nos que o final não é tão bem conseguido como fazia prever o decorrer da peça. Pareceu-nos que não deixa grandes dúvidas sobre se as suspeitas sobre o padre são ou não infundadas...

FlorGrela Estampa

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07 dezembro 2007

Espectáculos Outubro-Novembro 2007

Em Outubro e Novembro de 2007 vimos três espectáculos de dança contemporânea.
Dois excelentes - o "Paraíso" da Olga Roriz, no Teatro São Carlos, e o "Scope" do Rui Horta, no CCB - e um muito mau - o "E dançaram para sempre" da Clara Andermatt, no Teatro São Carlos.
Filmes (no cinema), só me lembro de ter visto um, que considero perfeitamente dispensável: "Odette Toulemonde" (ou "Lições de Felicidade").
Fomos também ao Teatro, ver "A Desobediência", que conta a história de Aristides de Sousa Mendes, um homem que muito admiro pela coragem de desobedecer com base nos seus valores pessoais, com plena consciência das inevitáveis consequências profissionais, pessoais e familiares. Ainda vimos o DVD "Te doy mis ojos", que trata brilhantemente o tema da violência doméstica, com 7 prémios Goya (entre muitos outros prémios).

FlorGrela Estampa

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25 outubro 2007

Espectáculos em Outubro - Doclisboa 2007

Mudança de casa feita, é hora de se aproveitar vivermos em Lisboa...
Assim, temos sido uma visita assídua do doclisboa 2007.
Desde sábado passado já vimos cinco documentários:
1) "Santiago", de João Moreira Sales (Brasil) [Um documentário 5 estrelas!]
"Santiago" é um filme sem igual. Poderia ser um documentário sobre um filme falhado. Santiago era o mordomo argentino da luxuosa mansão onde o realizador cresceu no Rio de Janeiro. Em 1992, João Moreira Salles tentou fazer um primeiro filme sobre Santiago, mas não conseguiu. A sua relação com o antigo mordomo ainda estava presa ao passado e, durante toda a rodagem, Salles não parou de dar ordens e instruções a Santiago sobre como ele deveria comportar-se em frente da câmara. Anos depois, Salles regressa ao material rodado e tenta fazer um filme sobre a identidade, a memória e a própria natureza do documentário. Mas acaba também por construir uma homenagem (em forma de penitência) ao falecido mordono, figura tutelar da sua infância, transformando a obra no mais curioso dos auto-retratos.
2) "In the House of Angels", de Margreth Olin (Noruega) [Muito bom]
"In the House of Angels" retrata de forma respeitadora e muito sensível a vida quotidiana num lar para a terceira idade na Noruega. É um local que oferece aparentemente condições excelentes, mas onde as pessoas sabem que esperam apenas a morte. As personagens aproximam-se da câmara e, uma vez sozinhas com a equipa de filmagem, usam-na como uma amiga a quem podem confessar-se, exprimir o seu desespero ou simplesmente as suas opiniões. Também é um filme provocador que confronta o público com a sua atitude em relação não apenas à velhice, mas também ao seu próprio humanismo.
3) "The first day", de Marcin Sauter (Polónia) [Bom]
"The First Day" é uma história sobre um dos momentos mais importantes na vida de qualquer pessoa, o primeiro dia de aulas. Neste caso trata-se de um internato onde um conjunto de crianças da tundra, habitadas a viver em tendas, entre animais e pescarias, descobrem que fazem parte de uma outra grande nação, multinacional, a Rússia, que tem um hino que aprendem a cantar e um grande presidente, Putin.
4) "Kamp Katrina", de David Redmon e Ashley Sabin (EUA) [Bastante bom]
Após a destruição da Nova Orleães pelo furacão, um grupo de habitantes desalojados é acolhido por Pearl e pelo marido, que transformam a sua residência numa nova comunidade idealista: "Kamp Katrina". Mas, à medida que o tempo passa, os sonhos são confrontados com a realidade. Todos os dias surgem novos desafios à coesão do grupo, que mostra o melhor e o pior da natureza humana.
5) "Ironeaters", de Shaheen Dill-Riaz's (Alemanha) [Interessante]
Durante a sua infância, o local de brincadeiras preferido do realizador era a praia de areia branca de Chittagong, no Bangladesh. Hoje, a mesma praia é um gigantesco cemitério de navios onde trabalham milhares de pessoas, incluindo alguns dos seus amigos de infância, usando ferramentas improvisadas para retirar dos velhos cascos todos os materiais que ainda possam ter algum valor. A imagem poderosa que nos fica após a visão deste filme é quase infernal, a de centenas de homens-formigas a devorarem gigantescos barcos petroleiros cheios de ferrugem.
Ficaram por ver "Jesus Camp", "My Country, my country", "Sicko" e "In the North", por se encontrarem esgotados!!!
FlorGrela Estampa

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12 outubro 2007

Concertos Antena 2 no Instituto Franco-Português - Teresa Valente Pereira (violoncelo)

2 DE NOVEMBRO, 19H00, IFP UMA VIAGEM MÚSICAL AO SÉCULO XX
Carte blanche a Teresa Valente Pereira

Duração no total: 1h40 com intervalo
Bilhetes: 10 euros e 5 euros para menores 25 anos e maiores 65 anos

Teresa Valente Pereira (violoncelo), Adolfo Carbajal (violino), Bruno Belthoise (piano)
Uma viagem ao século XX que passa pela França, a Húngria e a Rússia.
Carta branca à jovem violoncelista portuguesa Teresa Valente Pereira, que convidou para este concerto o violinista espanhol Adolfo Carbajal e o pianista francês Bruno Belthoise.
Neste programa, os músicos levam-nos numa verdadeira viagem pela Europa musical do séc. XX: passando pela França, Hungria e Rússia, oferecem-nos as suas interpretações de partituras célebres, como a Sonata de Debussy ou o Trio de Chostakovitch. A originalidade destes três músicos conduz-nos igualmente com grande convicção pelo universo de músicas mais raras - o Duo para violino e violoncelo do húngaro Kodaly, música virtuosa e melancólica escrita em Budapeste no ano de 1914. Num espírito de descoberta, este agrupamento convida-nos ainda a escutar, pela primeira vez em Portugal, três refinadas peças para violino e piano do compositor francês Emmanuel Hieaux. Três obras compostas em 1994 e inspiradas em poemas de Paul Eluard.
Transmissão em directo para a Antena 2

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03 agosto 2007

Passeios Culturais de Fim de Julho

Nas últimas semanas fomos ver uma exposição de arquitectura, um teatro em francês (legendado) e dois espectáculos de dança contemporânea.
O espectáculo com entrada livre (no Parque Palmela) foi, por incrível que pareça, o melhor de todos.
Somos mesmo levados a afirmar que foi o melhor espectáculo de dança que vimos em 2007. Parabéns ao Wellemkamp. As duas coreografias eram muito boas. Espero que, pelo menos a obra “Sete Sonhos de Pássaros” venha a ser dançada mais vezes, em Portugal e no Estrangeiro.

Cordoaria Nacional e Museu da Electricidade: Trienal de Arquitectura
A exposição na cordoaria é relativamente fraca, quando comparada com a do Museu de Electricidade, onde estão reunidos os projectos de Siza Vieira. Na Cordoaria há poucas maquetes, mas na do Siza há excelentes maquetes. Na Cordoaria há a realçar as ideias apresentadas pela Y-Dreams de sistemas a integrar em museus. Pareceram-me bem pensados e úteis. No Museu da Elextricidade aconteceu um episódio giro. O (ou um dos?) maquetista(s) meteu conversa connosco quando nos viu apreciar o projecto de uma casa projectada pelo Siza. Contou-nos o maquetista (romeno?) que a casa foi construída na Coreia. Um dos projectos mais bem conseguidos de Siza (na minha –modesta- opinião) e, de acordo, com o maquetista, o Siza não precisou de ir ao local (o que a avaliar pela excelente integração na paisagem até custa a crer).

Teatro Camões: Kalimari - O Trovão, de César Augusto Moniz, pelo Kamu Suna Ballet.
O público adorou o espectáculo. Muita cor, boa música ao vivo e gravada. Bons bailarinos (houve solos muito bons, de facto). Alguma mística associada ao ambiente japonês do espectáculo. Com tanto aplauso, fica-se na dúvida se o público não foi um pouco manipulado, pois foi-lhe oferecido um espectáculo exactamente ‘com o público gosta’…com todos os ingredientes que o tornam bonito e agradável… ideal para quem não quer pensar muito sobre a vida ou os problemas do mundo.

Teatro D. Maria II: Homme pour Homme de Bertolt Brecht. Produção da 'La Comédie de Reims' e encenação de Demarcy-Mota.
As (nossas) expectativas eram muito altas. Íamos ver a mesma companhia que, em 2006, apresentou “Rhinocéros”, de Ionesco, e que foi a melhor peça que vi até hoje em termos cénicos, rítmicos, e de envolvência na estória.
Infelizmente - embora tenhamos gostado da peça - já não gostamos tanto como da do ano passado. Em termos cénicos tudo bem, e a estória do Brecht não é má de todo (estou a ser demasiado crítica, julgo…), mas senti que os actores escolheram uma forma de dizer o texto muito aborrecida e pouco sentida (o tom foi sempre o mesmo do princípio ao fim e igual para todos os actores).

Talvez o nosso amigo Martim d'Almeida gostasse da peça, pois na plateia havia muitos actores conhecidos (vg., Filipe Ferrer estava ao nosso lado) e a Ministra da Cultura também estava lá...o que é um claro sinal de que a peça é genial.

Parque Palmela: Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC). Coreografia Zullia, de Pedro Goucha Gomes + Coreografia "Sete Sonhos de Pássaros", da autoria do director artístico da CPBC, Vasco Wellenkamp.
Um espectáculo!!!!
Muitos bravos espontâneos e sentidos foram ouvidos da plateia. Assim vale a pena.



E agora vamos de férias.
Hasta luego.

FlorGrela e Fiambrelete

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20 julho 2007

Direito de resposta (continuação)

A saga continua.
Transcrevo para aqui o comentário ao nosso post sobre alguns espectáculos que vimos em Junho.

Anónimo disse...
Vários erros ocorrem do seu comentário, pelo que um pouco de sageza é necessária:
1º Não me referi ao que estava a comentar, pelo que achar que estou a falar de Montanha ou Metanoite, é um pouco abusador.
2º Não chamei estupido a ninguém (bem sabendo que a captatio malevolentiae sujeita-se a sobreinterpretações). A ditadura invisível era uma referência a Foucault, mas como isso não lhe deve interessar nada, respondo então em jeito popular (sabendo que recorrendo às 'massas' incorro numa captatio benevolentiae): só se pica quem tem picos. E atenção que o problema das 'massas' não é a quantidade, mas a habilidade de estar al dente.
3º A ditadura do 'porque eu acho' é sinónimo de mediocridade. O texto não prestava porquê? Porque não tinha trocadilhos? Porque não era surrealista? Porque não tinha a Alexandra Lencastre? Ou o Alexandre Frota?
4º A música era repetitiva. Ora, talvez antes fosse. Todos nós (os que sabemos música) conhecemos a estrutura da música Pop. Não é ela senão repetição. C'est toujours la meme chanson. E é nessa repetição que age o efeito catártico. Glass descobriu, Reich descobriu etc. E pelos vistos a srª ainda não. Mas bom, pelo menos tem um blog. Eles outras coisas terão. Graças a Deus quem está no poder ainda se vai apercebendo quem tem direito a um blog e quem direito a outras coisas (nem melhores nem piores, diferentes).
5º Um cavalo é forma. Analisar um espectáculo pela forma, é vicio de amador da tv. Para além de dois olhos e de um traseiro, o ser humano foi dotado de um cérebro. Diria a Oprah (e como ela é básica): Deixar de usar o que nos custou tanto desenvolver, é um crime inter-passivo a que não nos devemos dar ao luxo. Forma e conteúdo funcionam em parelha. Conceptualidade é diferente de conceptualismo. O problema do homem inter-passivo é que não se reconhece. Não reconhece que se veste mal, que come mal etc. Isso transportado para situações de espectáculos, leva esse mesmo sujeito a não reconhecer que não percebeu o que lhe foi proposto, e assim, qual julgador de Cristo, aponta para a obra e diz: Aquilo falhou, não quer dizer nada, não presta, é vaga, é intelectual, étudo. Pois o problema não é da dita obra, mas de quem não a percebeu. O humano desculpa-se de tudo porque não ter consciência de si. Tem medo. Quer ser o super-homem. Well, bad luck. Isso é ficção.
6º Sobre a proibição: Eu acho que as pessoas são más. Esta maldade advém de uma não humildade e capacidade de reconhecimento do outro. As pessoas não estão dotadas de paciência e de amor. Eu não choro pela morte de Saddam nem pela morte de Hitler. Eles foram indicados pelo povo como sendo 'o certo'. O espectáculo 9 a Montanha e Metanoite são indicados como 'o errado'. Como tal não chorarei pela morte de Florgrella que prefere a interpassividade de uma falsa dança indiana (a india tem várias realidades, não devemos respeitar a imposição racista do estereotipo), que prefere o e cito o racismo 'grupo de brasileiros de raça negra que dançavam e cantavam fantasticamente', que prefere o XL e diz que o baterista não fica atrás (um paradoxo divertido, quando na verdade em termos espaciais o baterista fica sempre atrás), e que acha que os XL FEMME conseguiram um espéctaculo que 'funciona sempre' (já agora, vá-me mantendo informado), que prefere tudo isto, dizia eu, á potencialidade extrema da alta cultura humanista ocidental, só pode gostar da frase de Hitler: "Agora, meus caros, já não temos vergonha de ser analfabetos".
7º Já viu o futuro e a projecção de um trabalho como '9'? Já viu trabalhos dos criadores das óperas? Já leu livros do programador? Por acaso não reconheceu o Giorgio Agamben por entre o público?

Para finalizar: Sei bem que nada disto lhe mudará a vida, mas ajuda-me muito. Continuo com a certeza de que as pessoas são más, que a carne humana, assim como o tal bife do Speakeasy, é dura de roer.
Seja feliz,
Martim d'Almeida

P.S. Por favor, nunca chegue ao poder.


FlorGrela responde...
Começando pela última frase, tenho a dizer-lhe que não se preocupe. Não busco o poder. Em todo o caso, no dia em que sentir que não há liberdade de expressão, é certo que lutarei.
Tenho pena de, por ora, não ter grande tempo de lhe responder. Penso ainda que se a conversa fosse cara-a-cara talvez houvesse menos acrimónia (do seu lado). E talvez desse para perceber melhor o nosso ponto de vista. Quem sabe também verificaria que não somos tão burritos como lhe pareceu à primeira vista.
Enfim, quem sabe um dia nos encontraremos num espectáculo ou noutro sítio qualquer e possamos discutir pontos de vista e sentimentos.
Adiante.
Vou comentar um ou outro ponto do seu comentário, não querendo isto dizer que não houvesse muito a dizer sobre os outros. Fica ao seu critério ‘julgar’ as minhas omissões, pois parece-me que o fará. Eu estou de consciência tranquila.
1) Não é pelo facto de tal ou tal pessoa estar na plateia que o espectáculo se torna melhor ou pior. Sei bem que a Olga Roriz e o Mark Deputter estavam no “9”. So what? Rui Vilar da Gulbenkian estava no espectáculo das Óperas. So what? Por essa ordem de ideias os concertos da Gulbenkian são sempre fantásticos, pois estão sempre lá políticos, empresários, intelectuais, etc. Penso que há que dar um pouco mais de crédito ao maestro, à orquestra e às obras em si, não?
2) O conhecer ou não a obra dos autores das obras não implica que goste de todos os espectáculos por eles produzidos. Ou implica?
3) Eu não choro a morte de Saddam nem de Hitler, mas choro por quem acha que a pena de morte devia existir. Não chore pela FlorGrela, não há necessidade. Devo dizer que esta personagem não tem toques facistas, embora uma ou outra vez tenha 'abusado' do poder (por ser administradora do blogue) e tenha mudado o template e feito outras atrocidades do género... hehehe
4) O comentário supostamente racista que fiz, não o é. Isto pelo simples facto que foi assim que eles se apresentaram, sem complexos nem medos.
5) O baterista estava ao lado da cantora dos XL Femmes, pois o palco é minúsculo. Atrás estava o ‘baixo’.
6) Gostei do trocadilho das “massas”. I don’t take it personally.
7) Tenho vários discos de Glass (mas isso deve ser crime, pelo seu efeito catártico). Estou agora a ouvir “Christus am Olberge” (isto já deve ser melhor, embora se calhar ainda é pouco erudito, não? Beethoven é para os ‘fracos’. Temos é que ouvir Freitas Branco, Frederico de Freitas, Sérgio Azevedo, etc.)
8) Eu não disse que os espectáculos que não gostei eram errados. Até acho que podem e devem existir. Por um lado, há quem goste, por outro há quem depois aprecie melhor outros espectáculos. Viu, por acaso, o “It’s not funny” da coreógrafa Meg Stuart, no CCB? Muito bom (mais uma vez, na minha opinião).
Para terminar, gostaria de referir que este blogue foi criado por amigos e para nós próprios. Se se der ao trabalho verificará que somos um grupo heterogéneo (a tal ponto que cada um de nós lida com várias personagens, cada uma com a sua personalidade). Uns são de direita, outros de esquerda. Uns adoram futebol, outros nem tanto. Uns não ligam a espectáculos, outros não passam sem eles.
Da discussão nasce a luz e dia a dia vamos aprendendo uns com os outros e assim é que somos felizes.
Não gostamos de estar só com os que nos bajulam e de ver só aquilo que sabemos ser considerado o correcto pelo grupo onde nos inserimos (seja ele +/- intelectual ou +/- analfabeto).

Bem haja
FlorGrela Estampa, Irmã Gina São, José Seramigo, José Seramargo e Agente Ultra-Secreto 0,07

P.S. – A sua referência a “todos nós (os que sabemos música)” deu-me vontade de lhe perguntar se acha que só quem sabe de música deve ser ‘autorizado’ a ter opinião. É que se assim for, sinto-me tentada a perguntar-lhe qual foi a sua classificação em Formação Musical. É que, por acaso, eu tive 19 valores no 8º grau de Formação Musical… ;-)

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18 julho 2007

Direito de resposta

A Florgrela escreveu há alguns dias um post-it cultural com uma parte em que afirma:

Ópera no Grande Auditório da Gulbenkian:" "A Montanha" e "Metanoite op.35". Mau, mesmo mau. A segunda obra tinha ainda o defeito de ser 'a armar-que-é-boa'. Enfim, meus ricos 2x20€.

Ao que um atento leitor respondeu, creio que relativamente a esta parte do post-it :

A ignorância galga na nação portuguesa, e ainda por cima orgulhosamente. Sabe, o problema não é a burrice, mas sim a parvoíce.Com certeza que com tantas certezas (e com tão poucas dúvidas) deve levar uma vida muito feliz. Mas provavelmente também a terceira geração de uma qualquer ditadura, acha a sua condição de vida normal. A ditadura da estupidez, eis algo a combater. Não se deixe levar por ela.

Martim d'Almeida



Gostaria então de dizer que até poderia retribuir a delicadeza de ter chamado estúpido a um elemento deste blog, chamando o mesmo ao caro leitor, mas não o irei fazer. Acredito que tem o direito de achar estúpido quem quiser assim como penso que a Florgrela tem o direito de considerar a "Metanoite" e a "Montanha" obras de má qualidade, até porque eram bastante más...
A minha opinião é que o texto de ambas não prestava e a música era repetitiva e sem imaginação. Além de que pôr um cavalo em palco não torna uma obra interessante só por si. Mas eu não quero proibir ninguém de ver as duas obras, só quero que não proíbam ninguém de emitir uma opinião. E já que estamos tão errados, se o Sr. d'Almeida fizer o favor de colocar nos comentários deste post-it os vários sucessos (concerteza de deitar a casa a baixo) que estas obras irão ter no futuro, nós trataremos de postar essa informação com grande destaque. E ainda bem que o caro leitor gostou das obras.

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05 julho 2007

Espectáculos de Junho 2007

Nas últimas semanas fomos ver mais três espectáculos integrados no Festival "O Estado do Mundo".

Dança Contemporânea: "9"
Não gostámos nada do espectáculo. Ao fim de 5 minutos percebeu-se que a obra não ía passar do mesmo. Dança repetitiva e música ainda pior (e eu gosto de música minimalista!!! o pior é que a música era pior que ouvir o barulho de obras de construção de um vulgar prédio...)

Dança Contemporânea:"Quiet, Please!"
O espectáculo excedeu as nossas expectativas. A música e a dança eram indianas, embora não fosse exactamente o que eu estou habituada a ver e ouvir. O bailarino principal era simplesmente espectacular. O cantor também não lhe ficava atrás. Enfim, foi um espectáculo diferente e que fica na memória.

Ópera no Grande Auditório da Gulbenkian:" "A Montanha e "Metanoite op.35""
Mau, mesmo mau. A segunda obra tinha ainda o defeito de ser 'a armar-que-é-boa'. Enfim, meus ricos 2x20€.

Para além destes 3 espectáculos, em Junho fomos jantar ao Speakeasy.
Foi um jantar caríssimo (>30€/pers.), tendo em conta que todos se queixaram da carne não ser tenra... No meu entender safaram-se os doces e, obviamente, os espectáculos que vimos. Antes dos XL Femme actuou um grande grupo de brasileiros de raça negra que dançavam e cantavam fantasticamente.

Música ao Vivo no Speakeasy: "XL Femme"
Já tinha visto os XL Femme, mas gostei de os rever. A cantora é fantástica e o baterista não fica atrás. Os arranjos (de músicas conhecidas) são muito bem conseguidos. É, sem dúvida, um espectáculo que funciona sempre.

FlorGrela Estampa

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11 abril 2007

A minha vida dava um trifásico...

Já há algum tempo que não fazia um relatório cultural sobre o que tenho visto nos últimos tempos... (à semelhança do que tinha feito em Fevereiro e em Março) por isso aqui vai ele.

POSITIVO
Teatro - "O Misantropo" de Moliere, no Teatro da Comuna;
Excelente texto. Magnífica tradução de Luis Miguel Cintra. A não perder.
Teatro - "Pequenos Crimes Conjugais", no Teatro D. Maria II;
Gostei do texto e da encenação e não achei que o Paulo Pires e a Margarida Marinho, embora não se sentisse uma total cumplicidade entre os actores.
Filme - "O Bom Nome" de Mira Nair;
Um filme que retrata ao longo de vários anos a evolução de uma família indiana que vai viver para os Estados Unidos. Gostei bastente. Não tem grandes lamechiches e aborda de forma interessante o tema da emigração, do (des)enraizamento e das diferenças culturais.
Dança Contemporânea -"For the children of yesterday, today and tomorrow". Coreografia de Pina Bausch;
Gostei de ter visto o espectáculo, embora me tivesse causado mais impacto uma peça da Pina Bausch que vi há largos anos, no CCB.
Golfe - A ida ao Campo Real, em Torres Vedras, pese embora o facto de eu apenas ter guiado o buggy e não tenha jogado... O dia estava bonito e o Fiambrelete estava inspirado e jogou muito bem. :-)

NEUTRO
Livro - "La Mala Hora", de Gabriel García Marquez.

NEGATIVO
Dança Contemporânea - Os dois espectáculos de dança contemporânea que vi, em Março, no Pequeno Auditório do CCB (mas que felizmente já esqueci como se intitulavam...) e ainda um espectáculo que vi no Teatro Camões intitulado "Walking Oscar";
Convívio - Almoços em que só se fala de futebol;
Joelho - O adiamento da artroscopia ao joelho e as melhoras lentas do meu joelho;
Trabalho - A existência de algum stress no trabalho.


FlorGrela Estampa

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15 março 2007

PRÉMIOS DA CRÍTICA 2006

"Foi divulgado a 15 de Fevereiro o Prémio da Crítica referente a 2006, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (...). O júri distinguiu as interpretações de Maria João Luís, em Stabat Mater (Artistas Unidos), e de João Lagarto, em Começar a Acabar (Teatro Nacional D. Maria II, Teatro do Bolhão e Os Crónicos).
No monólogo de Maria João Luís, encenado por Jorge Silva Melo, o júri sublinhou a rara oportunidade de “alguém nos proporcionar uma experiência tão emocionante; […] com meia dúzia de bancos e quase sem sair do mesmo lugar, [a actriz] consegue isto, e consegue que quem a viu e ouviu nunca mais a possa esquecer”.
No segundo monólogo, que João Lagarto também encenou, salienta “o solo tragicómico, vibrátil e intenso, em que [o actor] revelou uma vasta gama de recursos expressivos e uma apurada leitura do universo beckettiano. Dominando com mestria as margens e o âmago da dramaturgia de Beckett – e dando corpo e voz à sua inteligente e coesa leitura – Lagarto respondeu habilmente ao desafio maior que este texto colocava: intuir nas figuras da narrativa deste particular autor irlandês uma exigência de teatralidade e de figuração cénica”."

Texto retirado do n.º2 da revista Obscena.


BRAVO! BRAVO!
Duas das melhores peças que vimos em 2006 foram reconhecidas como tal.
E à conta disso, Stabat Mater será reposto no Convento das Mónicas de 9 a 24 de Março.

A não perder! A sério.

Pena é que não reponham a peça do mesmo autor (Antonio Tarantino) intitulada "Paixão segundo João".
Acreditem que eu ía vê-la novamente!

José Seramigo

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06 março 2007

O que diria o Meiguito ao seu grande amôr, se ele a visse a "trabalhar" como "dançarina" no Calôr da Noite?

- "Tyra, Tyra!!!"
Juan Hónimo
PS -quiçá o Frei dos velhos tempos da Expo também diria o mesmo...

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02 março 2007

Os "memes" marcadores

Na sequência do Post anterior, gostaria de perguntar ao Fiambrelete: e se fôr futebol no Natal?? Eu acho que isso seria um acontecimento digno de ser divulgado. Um espectáculo. Por exemplo, acho que o Frei Bem Touvem adoraria. Aliás, acho que deve ser o seu amor pelo futebol que explica a sua longa ausência aqui do Vistalegre. Ele deve andar superocupado no Vaticano.

Podia ser um jogo por exemplo entre o Abes, do Professor Neca, e uma equipa dirigida pelo Professor Martelo (dois dos professores doutores mais emblemáticos do imaginário colectivo português), equipa a que se poderia chamar "à vez", pois não está fora de hipótese o 3.1416SD o voltar a ter como líder e o mesmo com Santana, o mesmo com o CD (esse, sim esse) do Portas, ou seja estes partidos podem vir de facto a ter líderes "à vez".

Voltando ao Professor Neca, assumo que seja Doutorado em Matemática, pois ele sistematica e matematicamente promove o Abes à 1ª Liga, facto que se pode comprovar fazendo uma busca na Internet acerca da sua história pessoal, i.e. a sua biografia. Para além disso toda a gente sabe que a Matemática é um assunto AbesTrato.

Juan Hónimo

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